quarta-feira, 20 de outubro de 2010

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Vídeos do 8º Festejo do Tambor Mineiro

Assista os vídeos das Guardas de Congado e dos show do 8º Festejo do Tambor Mineiro no canal da Napele no Youtube: http://www.youtube.com/user/napelegibran?feature=mhum
Até o próximo Festejo pessoal!

Festa do Congado de Uberlândia

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Aulas no Tambor Mineiro. Venha com a gente!


Várias pessoas que participaram do 8º Festejo do Tambor Mineiro nos procuraram interessadas em freqüentar as aulas do Tambor Mineiro.
Então seguem algumas informações: aulas semanais de patangome*, gungas** e pandeiro às segundas e terças-feiras, às 19h.

Descontos para mais de uma aula. Informações: 31-3295-4149.

Venha fazer as aulas e participar do Bloco Tambor Mineiro!

Tambor Mineiro - Rua Ituiutaba, 339, Prado (BH)

Vídeo de gungas e patangome: http://www.youtube.com/watch?v=-Qkr-XikeRE

*Patangome: uma espécie de chocalho tocado com as mãos, http://www.youtube.com/watch?v=c4wR6XSrEcU

**Gungas: uma espécie de chocalho tocado com os pés, ao dançar, http://www.youtube.com/watch?v=W5H0ixfh6_4

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Tambores







Tambores
(Chico Cesar)

Peço atenção agora meus senhores
Pros tambores os tambores
Pois o que bate agora meus senhores
são os tambores os tambores
Mais forte que o açoite dos feitores
São tambores os tambores
Seu toque é o toque de espinos e flores
São tambores os tambores
Cura a dor de amor com mais amores
São os tambores os tambores
Soam onde eu for onde tu fores
São os tambores os tambores
Brasa do mais quente dos calores
São os tambores os tambores
Som dos viveres tinta das cores incolores
São os tambores os tambores

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Sergio Pererê é mais uma das atrações do 8º Festejo do Tambor Mineiro


Iniciado na música ainda na infância, possui formação autodidata e muito cedo chegou a ter contato com grandes músicos, como o baterista Robertinho Silva e o percussionista Marcos Suzano. Influenciado pelo blues e rock progressivo, mas sem perder as raízes afro-brasileiras, liderou a banda Avone, trabalho no qual exercitou seu talento enquanto compositor. Mais tarde, fez experimentações na área da MPB ao lado dos violonistas Meliandro Gallinari e Rafael Trapiello e da flautista argentina Andréia Cecília Romero. O quarteto formava o Grupo Pedra de Tucum, que interpretava, além de canções próprias, clássicos da MPB.

Atuou como solista no espetáculo "Fogueira do Divino", assinado por Tavinho Moura e Fernando Brant, ao lado de Sérgio Santos, Marina Machado, Claudia Vale, Alda Resende, Mariana Brant, Toninho Marra, Geovanne Sassá e Santonne Lobato, sob a regência do Maestro Nelson Aires.

Desde 1995, junto com Santonne Lobato e Giovanne Sassá forma a banda Tambolelê, com a qual lançou dois discos e já se apresentou nas principais cidades do Brasil e diversos países das Américas e Europa. Da banda, surgiu o Bloco Oficina Tambolelê, que tem sido um dos grandes destaques em Minas Gerais no trabalho sócio-cultural com jovens de periferias.

Ao lado de Wagner Tiso no Rio de Janeiro, em 2002, viveu uma grande realização em sua carreira como cantor ao interpretar as canções para Chico Rei e Santa Efigênia, anteriormente gravadas por Milton Nascimento. Como um dos compositores mais significativo das novas linhagens da MPB, Sérgio Pererê possui os CDs solos e autorais "Linha de Estrelas" (2005), "Labidumba" (2008) e Alma Grande, Ao Vivo (2010). Admirado por diversos artistas do cenário nacional, já teve suas composições gravadas por Ceumar, Regina Souza, Titane, Eliana Printes, Anthônio e Mauricio Tizumba, além de ser cantado por grandes nomes como João Bosco, Milton Nascimento, Chico César, Vander Lee e Fabiana Cozza, sambista paulistana que gravará canções do compositor no seu próximo disco.

No teatro, Pererê ainda foi ator-cantor nos espetáculos "Besouro, Cordão-de-Ouro" e "Bituca - O Vendedor de Sonhos", em homenagem a Milton Nascimento, ambos dirigidos por João das Neves e que excursionaram por diversas capitais do Brasil.


Alma Grande

Alma Grande é resultado de uma apresentação realizada em agosto de 2009, na Biblioteca Pública Municipal, e faz um passeio pela obra de Pererê. O CD traz composições dos dois discos solo, Linha de Estrelas (2005) e Labidumba (2008); dos dois gravados com o Tambolelê, Tambolelê (2000) e Kianda (2002), além de músicas inéditas e canções que comporão o próximo disco de estúdio, Serafim, que está em fase de mixagem. "A decisão de lançar esse trabalho é, em primeiro lugar, emocional. O gênero ao vivo traz os erros e as emoções da apresentação: o aplauso, a participação do público, é tudo envolvente", explica o artista.

Com 26 anos de carreira e apenas 34 de idade, o álbum mostra as experimentações musicais de Pererê. Mesmo deixando de lado o batuque e o tambor típicos de seu trabalho e optando pela voz e violão, as raízes afro-brasileiras permanecem. "Não é uma mudança de estilo. Estou cantando as minhas músicas, mas com nova roupagem. Ou melhor, pode-se dizer que as canções estão seminuas, pois o arranjo fica em segundo plano. O que fará com que o público se atente para as letras", pontua.

Assim como no CD, o show tem participação do instrumentista Marcus Vianna. Para Pererê, o violino e os teclados do músico revelam o lado místico de sua poesia. "O violino de Viana é como uma orquestra inteira. Ele consegue dar um toque exotérico às minhas composições", diz.

Complementado à suavidade de Viana, Pererê convidou também o seu companheiro de estrada por mais de 15 anos e integrante do Tambolelê, Geovanne Sassá. "Ele traz movimentos africanos ao show, uma vez que sua música tem raízes mineiras. Busca inspiração no congado, moçambique, nos bois do Norte de Minas", d

Sorteios de DVD, CD e camiseta em promo do Twitter


Concorra a DVD, CD do Tizumba e Tambor Mineiro, bem como camiseta do Festejo 2010! Siga o @napeleproducoes e dê RT na mensagem: 8º Festejo do Tambor Mineiro, dom 22, 10h http://migre.me/15gJy

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Show do Pandeiro Mineiro com participação especial de Lúdica Música

Pereira da Viola é uma das atrações do 8º Festejo do Tambor Mineiro


O 8º Festejo do Tambor Mineiro já está quase chegando! No domingo, 22/08, a partir das 10h todos na rua Ituiutaba, 339, no Prado em Belo Horizonte.

Pereira da Viola

Violeiro, cantor e compositor, Pereira da Viola nasceu em São Julião, pequena comunidade rural do Vale do Mucuri, norte de Minas Gerais. Em seus 17 anos de carreira, Pereira tem quatro CDs lançados: Terra Boa, Tawanará, Viola Cósmica e Viola Ética. Desde o início da carreira artística, passando pela descoberta da viola, Pereira mostra que é um artista que traz consigo o prazer e o compromisso de cantar as coisas de sua gente. Seu talento e estilo único fizeram com que fosse alçado a ícone da viola caipira, não apenas pela crítica e mídia, como também pelo público que se encanta pelo seu virtuosismo e carisma.
Mais informações: http://www.pereiradaviola.com.br

Tambor Mineiro toca no Parque Ecológico Lagoa do Nado

Neste domingo, 15/08, às 10h. Entrada gratuita.
Como chegar ao parque? http://maps.google.com.br/maps/place?cid=4348731456474636265&q=parque+lagoa+do+nado,+belo+horizonte&hl=pt-BR&cd=1&cad=src:pplink&ei=hxJkTN-QCZHoygTtkKX5BA

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Spasso Escola de Circo presente no 8º Festejo do Tambor Mineiro


A Spasso está presente a mais de 10 anos, desenvolvendo a arte circense em nossa cidade, com diversas atividades voltadas para o lazer e para a profissionalização artística. A Spasso é referência nacional no ensino de aprendizagem da arte circense e na documentação e preservação dos conhecimentos da arte do circo.

domingo, 8 de agosto de 2010

Tom Nascimento, Mama Africá de Chico César

video

Músico Tom Nascimento é um dos destaques do 8º Festejo do Tambor Mineiro


Compositor e instrumentista de melodias vibrantes e cantor de voz potente e privilegiada. Assim é Tom Nascimento, reconhecido como um dos principais nomes da nova safra de compositores e cantores de Minas Gerais.
As músicas de Tom Nascimento têm como essência o ritmo e os valores da diáspora africana, das múltiplas vertentes da chamada black music, que é traduzida em canções provocadas pelo encontro da funk music, soul, R&B, blues, reggae e demais ritmos caribenhos com a brasilidade do samba, baião e embolada. Toda essa mistura gera uma sonoridade peculiar, em que Tom naturalmente performeia nesse balaio da música negra, com muito groove, alegria, musicalidade e versatilidade.
Tom Nascimento apresenta novo show “TecnoGroove”
Um passeio suingado, movido pelo original funk da soul music com paradas obrigatórias no reggae, salsa, afoxé e variações do samba (samba-funk, samba-rock...), que vai dar num punch que mistura, ainda, a percussividade aos timbres eletrônicos. Essa é a “viagem musical” proposta pelo novo show do cantor e compositor Tom Nascimento, intitulado “TecnoGroove” (vide músicas no player).
Acompanhado de banda com nova formação, Tom explora as potencialidades tecnológicas, como o uso de loop station, efeitos e samplers, incorporados às técnicas de afro-beatbox e as batidas percussivas do violão, uma das marcas dele enquanto instrumentista. “Eu sempre trabalhei com música mais orgânica e agora estou me rendendo à tecnologia para potencializar minhas músicas, mas sem perder minhas características”, diz Tom. No palco, é acompanhado nesse novo trabalho pelos músicos Paulo Maitá (baixo e samplers), Johnny Herno (percussão e efeitos), Dionatas Rodrigues (teclados), Rodrigo Gonçalves (bateria) e Ronei Silva (tecnoman - dubs e efeitos).
No repertório, pesam as músicas autorais, com novos arranjos e destaque para “Funk-se Rock-se”; “La Formica Teresa”, composta na Itália durante o verão europeu; “Assim Não”, parceria com Tattá Spalla; “Você Pode”, parceria com Nito Landau; e a já conhecida “Menina Bela”, além de algumas “releituras radicais” – como ele prefere chamar -, que é o caso do clássico de Alceu Valença, “La Belle de Jour”, que foi transformado em funk. Foi com o “TecnoGroove” que Tom Nascimento circulou no projeto “Música Minas”, do Governo do Estado, em que foi selecionado junto com outros 24 artistas mineiros e apresentou-se no Sesc Pompéia (São Paulo/SP), no Teatro Odisséia (Rio de Janeiro/RJ) e no festival “Estação Nordeste”, em João Pessoa/PB. O novo show também é referência de sonoridades, arranjos e repertório para o próximo CD de Tom Nascimento, em fase de pré-produção e, com previsão de lançamento para o segundo semestre de 2010.
Trajetória
Nascido em Belo Horizonte, mas crescido em Santa Luzia, na região metropolitana, Tom Nascimento possui 13 anos de carreira dedicados à música, como cantor, instrumentista e compositor. Iniciado no violão erudito, ainda nos bares encantou-se pela música popular brasileira e, especificamente, pelos ritmos e canções de origem africana, que vão do samba aos ritmos nordestinos, e que na música de Tom Nascimento encontram-se com o rhythm'n'blues, reggae e outros estilos para compor um “afropop” à mineira.
Em 2004, o artista foi convidado para ser vocalista da banda Berimbrown, posto que ocupou até 2006. Com a banda, o artista participou de três turnês pela Europa (Alemanha, Áustria e Suíça), foi destaque na mídia nacional e dividiu palcos e gravações com grandes artistas brasileiros, a exemplo de Milton Nascimento, Gilberto Gil, Luiz Melodia, Sandra de Sá, Gerson King Combo, dentre outros.
Em julho e agosto de 2008, Tom realizou a primeira turnê solo internacional pela Itália, com shows pelas cidades de San Remo, Bussana Vecchia, Bussana Mare e Vitimiglia. A composição “La Formica Tereza”, com letra em italiano e que mistura funk, salsa e ragga, teve vídeo-clipe gravado durante o último verão italiano. Ainda em 2008, o músico recebeu o Prêmio Mineiro de Música Independente e foi um dos artistas selecionados na primeira edição do programa Vozes do Morro.
Em 2008 e 2009 participou da Festa da Música com um show acústico, onde além de apresentar seu trabalho autoral brindou o público com releituras arrojadas da nossa vasta MPB.

sábado, 7 de agosto de 2010

Festejo do Tambor Mineiro na Coluna Hit do Estado de Minas

Batuque

Chico César e o músico senegalês Zal Idrissa Sissokh são as principais atrações da 8ª edição do Festejo do Tambor Mineiro, uma das maiores manifestações populares da cultura afro-brasileira em Minas, marcada para dia 22, a partir das 10h, no Prado. Desde 2003, o festejo é realizado na capital e, neste ano, a organização estima que cerca de 6 mil pessoas assistam ao espetáculo. O ingresso será um quilo de alimento não perecível, que será doado para as festividades das guardas de congado que se apresentarão no evento.

***

Na programação estão previstas ainda apresentação de Sérgio Pererê, Marina Machado, Pereira da Viola, Tom Nascimento, Tambor Mineiro, Oficina Tambolelê, Batuque Salubre, Baque Trovão, Maracatu Lua Nova e Spasso Escola de Circo.

helvecio.figueiredo@uai.com.br

Fonte: Jornal Estado de Minas de 7/08/10

É coisa nossa


Rubens Alves da Silva mostra a importância do congado na construção da identidade do negro em Minas Gerais

Ângela Faria

Tradição em Minas Gerais, o congado despertou relativamente pouco interesse nos meios acadêmicos e científicos. Consciente desse fato, o belo-horizontino Rubens Alves da Silva, doutor em antropologia social e pós-doutor pela Universidade de São Paulo (USP), se dedicou à pesquisa dos saberes congadeiros. O trabalho deu origem ao livro Negros católicos ou catolicismo negro? (Editora Nandyala), que será lançado hoje, às 10h, na Livraria Quixote.

Rubens acredita que o congado é referencial expressivo da construção identitária positiva do negro em Minas Gerais, “reafirmada com sutileza no jogo simbólico das coroas e coroados e no repique de caixas e toques dos tambores”. Frequentemente, ressalta-se a importância de ritos religiosos e práticas culturais afro-baianas ou afro-cariocas para a autoestima do negro brasileiro. Minas Gerais e seu congado também contribuem significativamente para esse processo.

O pesquisador observa que as formas de construção social da identidade negra no Brasil variam de acordo com a situação específica e a particularidade contextual em que essa consciência é reivindicada ou afirmada. “Talvez, seja até mais correto falar de identidades negras, no plural, ao considerar que as referências culturais às quais os indivíduos e grupos afrodescendentes no Brasil lançam mão para exibir as suas diferenças tendem a variar em conformidade com valores, estilos de vida, diferentes concepções e visões de mundo. Isso implica também, entre outras variáveis, na própria questão da diversidade regional das formas de expressão e práticas culturais afro-brasileiras”, pondera.

Rubens acompanhou grupos de congado em Belo Horizonte e em Dores do Indaiá, no Centro-Oeste do estado. Assistiu a ensaios de ternos, participou de missas e novenas, frequentou festas com jovens congadeiros, não se furtou a dividir mesa de boteco com participantes do ritual. Não perdia festa de Nossa Senhora do Rosário, desfiles ou cortejos. Das 7h às 21h, o pesquisador cansou de “bater ponto” nessas comemorações.

De acordo com ele, o congado mineiro apresenta caráter notadamente sincrético. “Essa manifestação religiosa tem como característica algo que define o próprio catolicismo brasileiro, em sua vertente popular: a capacidade de mesclar, incorporar e ressignificar elementos presentes em outra matriz religiosa – no caso, os cultos afro-brasileiros –, e, nesse caso específico, elementos de universo mais amplo, no qual se inserem os negros em Minas Gerais e suas interpretações do catolicismo ibero-africano em expressões como folia de reis, cavalhada, catopés, etc.”, explica.

O autor de Negros católicos ou catolicismo negro? chama a atenção para a importância das irmandades leigas católicas do Brasil colônia. Protetoras de seus associados, elas constituíram importante espaço para que africanos e seus descendentes mantivessem vivos valores, crenças e práticas religiosas e culturais, como é o caso do congado. Isso se deu sobretudo em relação a associações vinculadas a santos de devoção desses grupos, como Nossa Senhora do Rosário, Santa Efigênia e São Benedito.

Sincretismo Séculos depois, o pesquisador observou, in loco, a articulação de elementos de religiões afro-brasileiras com as práticas dos congadeiros. Viu a rainha conga atuando como benzendeira, ouviu-a dizendo ser assistida por pretos velhos. Notou as figuras de Iemanjá e do Preto Velho decorando paredes, próximas ao santuário com imagens de São Jorge, São Benedito e Nossa Senhora do Rosário. Acompanhou ritual sagrado conjunto da rainha conga e da mãe de santo para abençoar alimentos a serem distribuídos à criançada no Dia de Cosme e Damião. De um lado, os santos; de outro, a umbanda.

“É no emaranhado dessa trama sincrética e em complexo jogo de ambiguidades e ambivalências que se observa a identidade negra ganhar destaque e se afirmar de maneira singular e diversificada no mundo mágico-religioso do congado mineiro”, escreve Rubens Alves da Silva.

Século 21 Tambores não batem apenas nos dias de festa religiosa, sobretudo de agosto a outubro, durante desfiles dos ternos ou nos cortejos de reis, rainhas e seu séquito pelas ruas de nossas cidades. De alguns anos para cá, a batida congadeira tem encantado multidões de jovens de classe média em Belo Horizonte, que lotam oficinas de percussão, workshops e shows de grupos especializados em ritmos afro-mineiros.

Cantores e compositores como Maurício Tizumba e Titane se destacam nesse cenário, protagonizando momento peculiar da arte feita no estado. O tambor congadeiro, diz Tizumba, é rica fonte para a percussão mineira. “Um tambor de reza que toca para andar, parar, alimentar, subir e descer morro, chover, parar de chover, agradecer, para a vida e para a morte. Não sei se por estar atrás das montanhas e não na beira do mar ou por ser um tambor religioso, mas só sei que até nós mesmos desconhecemos essa nossa tradição, a força da percussão mineira”, declarou ele, recentemente, em entrevista ao Pensar.

Rubens Alves da Silva saúda esse fenômeno, observado desde a década de 1990. “Há um movimento considerável de valorização do congado em Minas Gerais. O trabalho de artistas, o interesse de pesquisadores acadêmicos ou ligados a organizações não governamentais, como é o caso da Associação Cultural Cachuera, por exemplo, contribuem favoravelmente para dar maior visibilidade ao congado, inclusive fora das fronteiras regionais. Isso reforça a legitimação social dessa prática cultural enquanto forma de expressão singular da tradição afro-mineira”, conclui.

Negros católicos ou catolicismo negro? – Um estudo sobre
a construção da identidade negra no congado mineiro
De Rubens Alves da Silva
Editora Nandyala, 191 páginas, R$ 20
Lançamento hoje, das 10h às 14h.
Quixote Livraria e Café,
Rua Fernandes Tourinho, 274, Savassi, (31) 3227-3077.
Contato: www.nandyalalivros. com.br e (31) 3281-5894

Fonte: Jornal Estado de Minas, 7/08/10

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Bloco Oficina Tambolelë no Festejo do Tambor Mineiro


Como acontece em todas as edições do Festejo, o Bloco Oficina Tambolelê encerra a festividade, com muita energia. É a grande expectativa de todos os presentes!

Criado no final de 1999 pêlos integrantes do Grupo musical Tambolelë , o bloco Tambolelê surge com a proposta de levar a sonoridade resultado de pesquisa do próprio grupo de percussão , mantendo a tradição de brincar no carnaval . Foi na comunidade do Bairro Novo Gloria que o grupo encontrou apoio para concretizar o sonho de trabalhar a arte enquanto instrumento de socialização e compreensão do próprio ser. Hoje o Bloco Tambolelë é referencia na área educacional e social para melhor relacionamento humano. Inspirado nos ritmos afro-brasileiros, principalmente de Minas Gerais o Bloco leva ritmos e alegria pôr onde passa .

Por onde o Bloco já Passou !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Carnaval de 2000 em Belo Horizonte .

ECUM 2000 – Encontro Mundial de Artes Cênicas.

Festival de Inverno de Ouro Preto 2000.

Carnaval 2001 em Belo Horizonte .

Festival de Inverno de Diamantina 2001.

Festival de Inverno de Congonhas 2001.

Calsberg Music Station 2001 .

Carnaval 2002 em Belo Horizonte .

Encerramento da Campanha Reage Minas Contra Violência da Rede Globo de Televisão 2002 .

Lançamento da Pedra Fundamental do Auditório de Musica do Parque Ibirapuera em São Paulo , onde o Bloco dividiu o palco com Pedro Luiz e a Parede e foram aplaudidos por celebridades como a do Ministro Gilberto Gill do Ministro Cristóvão Buarque a Prefeita de São Paulo entre outros , em Fevereiro de 2003.

O Negro a Flor e o Rosário em Lagoa Santa

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Divulgue!

Entre com a gente nessa e divulgue o 8º Festejo do Tambor Mineiro!

Maracatu Lua Nova participa do 8º Festejo do Tambor Mineiro


Fundado em 2002, o Maracatu Lua Nova se dedica exclusivamente à tradição do maracatu de baque virado. Nesses anos de atividade, o grupo vem realizando uma intensa pesquisa sobre os modos mais tradicionais de se fazer maracatu e com isso se destaca na cena percussiva brasileira por apresentar um produto fiel às nossas tradições, completo em seus fundamentos e personagens e de elevado grau de excelência tanto musical quanto visual.

O maracatu, da forma hoje conhecida, tem suas origens na instituição do Rei do Congo.
A presença da corte de reis negros já fazia parte das narrativas de viajantes estrangeiros ao Brasil desde o século XVII. Trata-se de uma manifestação cultural que tem como objetivo principal coroar reis negros com uma festa repleta de música e dança.

Um cortejo de maracatu é formado por um estandarte que segue a frente abrindo o caminho, logo atrás a dama do paço - que carrega a calunga, símbolo máximo do grupo. Ladeando o cortejo segue dois cordões de catirinas, dançarinas jovens que usam vestimentas leves e coloridas. No centro vão as baianas, senhoras que usam saias bem rodadas e a corte – rei, rainha e o pálio. Logo atrás, ainda entre as dançarinas vem o bloco de percussão, cuja instrumentação é constituída por alfaias - tambores graves e de grande sonoridade; caixas de guerra e taróis; gonguê - um agôgo grande e de apenas uma campânula; e ganzás.

O Maracatu Lua Nova vem realizando, desde 2002, um trabalho com a comunidade do Bairro Aparecida, região noroeste de BH, com excelentes resultados. Tendo feito importantes apresentações em nosso estado com grande repercussão.

Coordenado e dirigido por André Salles-Coelho o grupo conta com cerca de 50 integrantes em sua maioria moradores do bairro Aparecida, região noroeste de Belo Horizonte, onde o grupo mantém sua sede.

Mais informações: http://www.maracatuluanova.com.br/

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Batuque Salubre é atração do 8º Festejo do Tambor Mineiro


Quem participa do Festejo do Tambor Mineiro deste ano é o grupo Batuque Salubre. O grupo vai tocar ritmos variados como samba, maracatu, samba reggae, samba enredo, reggae e funk.

Criado em 2007, o Grupo Batuque Salubre é formado por 92 crianças e adolescentes de seis a 16 anos do Morro das Pedras, comunidade da Região Oeste de Belo Horizonte. O grupo é o resultado do curso de Percussão da Escola de Artes do Programa Comunidade Saudável, realizado pelo Instituto Unimed-BH. A formação técnica dos integrantes fica a cargo do Grupo Cultural Arautos do Gueto.

Sobre o Programa Comunidade Saudável
Baseado nas diretrizes do Programa de Responsabilidade Social Cooperativista da Unimed-BH, o Programa Comunidade Saudável volta-se para a promoção da saúde, oferecendo oportunidades de lazer, acesso à cultura e desenvolvimento profissional a populações que vivem no entorno dos hospitais da Unimed-BH.
O trabalho começou pelas vilas do Morro das Pedras, vizinhas ao Hospital-Dia e Maternidade Unimed-BH. Para viabilizá-lo, o Instituto Unimed-BH firmou parcerias com organizações sociais e com a Prefeitura de Belo Horizonte, em especial a Administração Regional e a Escola Municipal Hugo Werneck.
O programa oferece uma Escola de Artes, com oficinas de dança de rua, balé e percussão para crianças e adolescentes. As aulas ocorrem sempre na escola municipal, aos fins de semana, contribuindo também para aproximar a comunidade do ambiente escolar. Ali também ocorrem palestras educativas sobre temas de saúde e meio ambiente, definidos em conjunto com o centro de saúde local e pelo interesse dos participantes, além de aulas de informática desenvolvidas para alunos, professores e a comunidade.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Músico senegalês, Zal no 8º Festejo do Tambor Mineiro


Zal Idrissa Sissokho é senegalês e faz parte da linhagem dos Sissokho, homens que, desde o inicio dos tempos, transmitem a história do povo Mandinga, de geração a geração. Zal toca Kora, uma espécie de harpa africana com 21 cordas. Aprendeu a tocar esse instrumento junto a seu pai que, por sua vez, transmitiu o ensinamento que recebeu de seu avô. Nos seus shows, as canções são cantadas em Wolof e em Mandinga. Zal já trabalhou com muitos artistas, dentre eles: Takadja, les frères Diouf, Richard Séguin, Lilison, IKS, Hart Rouge, Musa Dieng Kala, Muna Mingolé e Alpha Yaya Diallo.

Info: http://www.myspace.com/zalidrissasissokho

sábado, 31 de julho de 2010

Festejo do Tambor Mineiro 2009

Um pouquinho do que foi o Festejo do Tambor Mineiro do ano passado para a gente ir aquecendo:

Corte de Congo Catupé “Estrela do Oriente” no 8º Festejo do Tambor Mineiro


Conheça um pouco mais da bela história desta família de Bom Despacho que pela 1ª vez participa do Festejo do Tambor Mineiro:

Com a proteção de Deus e Nossa Senhora do Rosário e a bênção do Vigário Nicolau Ângelo Del Duca, fundou-se este Corte de Congo Catupé “Estrela do Oriente” no ano de 1910. Foi fundado por um negro conhecido na região por Zé Leite, residente às margens do córrego do Souza, fazenda do Germanos. Poucos eram os dançadores e os instrumentos muito primitivos, como reco-recos feitos de bambu, cabacinhas com conta de lágrimas, meia-luas feitas com folhas de lata, caixas formadas na madeira do pequi, amarradas e esticadas com fieiras feitas de couro de boi, sanfona de oito baixos. O fardamento era muito pouco. Nem todos conseguiam comprar e quando conseguiam eram roupas simples de pano xadrez. Chapéu de palha e algumas pessoas com precatas ou chinelos feitos com goma e couro de boi. Os outros dançavam de pé no chão, tudo na maior simplicidade. Dançavam e cantavam alegremente pelas ruas de nossa velha Bom Despacho.

Com o falecimento do Zé Leite, o corte passou ao comando do Capitão José Engracia. Negro alto, fala mansa, entendido nas artes das benzeções e rezas-forte, manteve o corte na mesma linhagem do antigo Capitão Zé Leite. Por esta ocasião, a família de Alberto Antônio Ribeiro se transferiu do povoado da chapada para a cidade de Bom Despacho, pasando esta família a integrar o corte. Nascia ai uma grande amizade entre o Sr. Alberto e José Engracia. O corte nesta época passou a se reunir para os seus ensaios e reuniões na casa do Sr. Alberto, na Vila Aurora.

Nesta ocasião, o corte já era bastante conhecido e admirado por todos, sendo sempre convidado a participar de festas que se faziam na região, com presença marcante por onde passava. O Sr. José Engracia faleceu deixando já em vida o comando do corte para o Sr. Alberto. Com o novo comando o corte passou a se apresentar em cidades mais distantes, com destaque para a festa de São Benedito, em Aparecida (SP), no ano de 1964, sendo o primeiro corte da região a se apresentar em tal festa. O corte se apresentou também na Festa do Bandeirante, no Bairro da Freguesia do Ó, na capital paulista em 1968. Conta-se desta festa que todos os estados da nação mandaram os seus representantes, vindo desde os Caboclos de Lança do Maracatú, representado os estados do Nordeste, aos homens de bombacha dos pampas gaúchos e suas cuias de chimarrão, passando pelos goianos e pantaneiros com suas violas de coxa e suas lindas Folias de Reis. Levando o nome dos mineiros o bom e velho reinado. Houve vários encontros e apresentações, sendo tudo transmitido pela antiga TV Tupi. Ao final da festa, diante do corpo de jurados, foi dada nota máxima ao corte, desbancando assim os demais concorrentes. Saudados pelos organizadores da festa e muito bem aplaudidos pelo público presente, foram conduzidos em carro aberto e escolta da polícia militar paulistana ao Museu da Freguesia do Ó, onde foram entregues os presentes e prêmios aos participantes do corte. Com grande foguetório, discursos e muitos aplausos dos paulistanos que, maravilhados, diziam: “Que dança mais bonita! Merece o nosso valor!”. Todos os jornais da capital registraram tal evento em suas páginas, que se tornou tema de uma moda caipira composta pela dupla “Bem-te-vi e Sabiá”.

Em 1974 faleceu o Sr. Alberto, sendo seu substituto o filho Miguel. Uma nova fase se inicia no corte, sendo os instrumentos antigos trocados por outros. Reco-recos, cabacinhas de contas de lágrima, meias-luas foram substituídos por pandeiros. As caixas de corda forma trocadas por caixas atarrachadas. No lugar da sanfona de oito baixos o acordeom de oitenta baixos. O fardamento simples recebeu mais incrementos. O chapéu de palha foi trocado pelo de lebre. E o corte alçou vôos mais altos, vindo a se apresentar em cidades maiores e em outros estados da nação. O Sr. Miguel com o seu corte foi ao estado do Rio de Janeiro, na cidade de Resende, na festa da Abolição da Escravatura, apresentado na Academia Militar das Agulhas Negras. Foram também ao estado de Goiás, em Itumbiara e na capital federal Brasília para as comemorações da Semana da Pátria. Grande respeito e admiração foram conquistados por este corte, tanto em Bom Despacho como em outros lugares por onde passaram. Em 31 de Maio de 2000 faleceu o Capitão Miguel, ficando o seu filho mais novo com a missão da continuidade aos trabalhos do pai. Agora a história de Luiz Alberto à frente do corte está sendo escrita...

Capitão Luis Aberto

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Vem aí o Festejo do Tambor Mineiro

Quais os ingredientes para o Festejo do Tambor Mineiro 2010? Muito batuque, dança, shows e religiosidade. Essa contagiante mistura diversa vai chegar no auge no domingo, 22/08, a partir das 10h na rua Ituiutaba, no Bairro Prado em BH. Guardas de congado e grupos de percussão de todo o estado se reunirão para celebrar a cultura afro-brasileira na oitava edição do evento. Idealizado por Mauricio Tizumba, o Festejo terá programação diversificada, com mais de 10 atrações artísticas. Este ano o convidado especial é Chico César!

Info: www.festejotambormineiro.com.br

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Show Grupo Tambor Mineiro


Neste sábado, 10/07, 21h tem show do Tambor Mineiro no Teatro Dom Silvério (BH). Ingresso: R$ 10,00 inteira e R$ 5,00 meia. Mais informações: http://www.chevrolethallbh.boltbrasil.com.br/programacao/tambor-mineiro/

Apareça!!

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Corjeto Tambor Mineiro na Festa da Música


Jornal Estado de Minas - 7/06/10

FESTA DA MÚSICA
Shows para 120 mil
Maratona de 50 concertos, durante 10 dias, em 13 espaços públicos da capital termina com arrastão de tambores no Parque Municipal e os sons da guitarra baiana na Praça do Papa

Amanda Almeida

Choro, música clássica e samba na Praça do Papa. Congado no Parque Municipal Américo René Giannetti. Valsa e frevo no Museu de Artes e Ofícios. O último dia da 4ª Festa da Música, promovida pela Fundação Assis Chateaubriand e a Guarani FM 96,5, retratou bem o espírito do evento: música de vários gêneros e de alta qualidade em diferentes espaços públicos. Durante os 10 dias de evento, cerca de 120 mil pessoas assistiram às 50 atrações gratuitas. Ao pé da Serra do Curral, com a praça cheia, Armandinho Macêdo e sua guitarra baiana foram os responsáveis pelo encerramento da maratona musical.
No Parque Municipal, no Centro da capital, quem puxou a despedida da Festa da Música foi o mineiro Maurício Tizumba. Com o Cortejo Tambor Mineiro, ele fez um convite ao público: dar um passeio pelo espaço verde entoando canções do congado e da música popular brasileira, ao som dos tambores. Pediu e foi atendido. Em poucos minutos de apresentação, a plateia já dançava no ritmo das batidas e cantava junto: “Oh, oh, oh, oh, Minas Gerais. Deixa o povo passar, deixa o povo passar”.

A aposentada Alverita Neta, de 88 anos, acompanhou bravamente o chamado do mestre Tizumba, caminhou pelo parque e entoou as canções com ele. “Fiquei muito feliz de cantar com ele. Lembro-me de algumas músicas da minha infância. Gostava muito das cantigas”, contou. E o batuque atraiu também quem passava pela feira de artesanato da Avenida Afonso Pena. “O som é muito convidativo. Dá vontade de dançar e bater palma no ritmo dos tambores”, relatou a professora Maria Aparecida Oliveira, de 52.

O engenheiro Fernando Lima, de 48, a mulher, Andrea Salomão, de 49, e os filhos, Pedro, de 6, e André, de 4, foram ao parque especialmente para assistir a Tizumba. “Até suei na caminhada, mas valeu a pena. É um espetáculo a céu aberto perfeito para as crianças”, disse. Antes do artista mineiro, os tambores já tinham aquecido o encerramento da Festa da Música. O grupo Batuque Salubre arrancou aplausos do público. “Adorei tocar no parque porque as pessoas acompanharam e dançaram”, contou o pequeno músico Kauã Moreira, de 7.

No Museu de Artes e Ofícios, o violinista Alessandro Penezzi misturou o universo erudito e popular. No repertório, choro, valsa, baião e frevo. Antes de Armandinho encerrar a maratona, André “Limão” Queiroz foi assistido por centenas de pessoas, na Praça do Papa. Compositor e professor de música, ele tocou bateria.

FESTival Mas a maratona só fará um intervalo. No ano que vem, tem mais da festa mineira, que integra uma celebração mundial. Em 1981, a França criou o festival para promover a democratização do acesso à arte e cultura. Quatro anos depois, o evento começou a ser exportado e, hoje, mais de 100 países têm experiências da Festa da Música. Em Minas, além de trazer bandas consagradas, o festival abre espaço para novos talentos.

Este ano, a novidade foi incorporação de quatro lugares para as apresentações: o Cento e Quatro (Praça da Estação), a Praça Tom Jobim (Santa Efigênia) e Feira Modelo (Rua Araguari, entre Matias Cardoso e Rodrigues Caldas, no Santo Agostinho), totalizando 13 (Parque Municipal, Museu de Artes e Ofícios, Teatro Alterosa e praças do Papa, JK, Liberdade, Santa Tereza, Nova da Pampulha e Diogo Vasconcelos).

Fonte: http://www.uai.com.br/em.html

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Lenda do tambor africano

Dizem na Guiné que a primeira viagem à Lua foi feita pelo Macaquinho de nariz branco. Segundo dizem, certo dia, os macaquinhos de nariz branco resolveram fazer uma viagem à Lua a fim de trazê-la para a Terra. Após tanto tentar subir, sem nenhum sucesso, um deles, dizem que o menor, teve a ideia de subirem uns por cima dos outros, até que um deles conseguiu chegar à Lua. Porém, a pilha de macacos desmoronou e todos caíram, menos o menor, que ficou pendurado na Lua. Esta lhe deu a mão e o ajudou a subir. A Lua gostou tanto dele que lhe ofereceu, como regalo, um tamborinho. O macaquinho foi ficando por lá, até que começou a sentir saudades de casa e resolveu pedir à Lua que o deixasse voltar. A lua o amarrou ao tamborinho para descê-lo pela corda, pedindo a ele que não tocasse antes de chegar à Terra e, assim que chegasse, tocasse bem forte para que ela cortasse o fio. O Macaquinho foi descendo feliz da vida, mas na metade do caminho, não resistiu e tocou o tamborinho. Ao ouvir o som do tambor a Lua pensou que o Macaquinho houvesse chegado à Terra e cortou a corda. O Macaquinho caiu e, antes de morrer, ainda pode dizer a uma moça que o encontrou, que aquilo que ele tinha era um tamborinho, que deveria ser entregue aos homens do seu país. A moça foi logo contar a todos sobre o ocorrido. Vieram pessoas de todo o país e, naquela terra africana, ouviam-se os primeiros sons de tambor.
Autor: Fernando Vale
Extraído de: Contos tradicionais dos países lusófonos

fonte:http://www.arnug.com/mep/?page_id=192

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Programa Feito em Casa na Rádio Inconfidência FM 100,9 BH


Feito em Casa – por Mauricio Bianco (Abril 2010)

A intenção desde Feito em Casa foi compartilhar um pouco das músicas que curto e escuto com as pessoas que gosto e agora tenho a oportunidade de dividir com os ouvintes da Rádio Inconfidência. Optei por limitar-me às músicas instrumentais, como forma de complementar as ótimas programações que foram selecionadas nos Feito em Casa que já foram apresentados. Essa limitação, em se tratando de música brasileira, é um tanto quanto abrangente (graças a Deus), o que certamente é um grande privilégio dos ouvintes da Rádio, que toca apenas músicas brasileiras. Mesmo no ambiente instrumental, no cardápio que pretendo servir neste Feito em Casa, tentei diversificar bastante os estilos musicais.

As músicas que trago aqui são parte de uma seleção pessoal, mais do que uma seleção do Tambor Mineiro, já que pelo fato de ser um grupo extremamente heterogêneo, seria impossível escolher 12 músicas que representassem as inspirações dos integrantes, tamanha a diversidade das pessoas que compõem no Tambor Mineiro. De qualquer forma, dentre as músicas, selecionei duas interpretações instrumentais de Mauricio Tizumba e o Tambor Mineiro, que fazem parte do disco Rosário Embolado.

1º bloco
• Noite de Chuva, peça composta numa parceria de Paulo Santos e Mauricio Tizumba com interpretação do grupo Tambor Mineiro, Tizumba e Uakti. É a primeira parceria do Tambor Mineiro com o grupo Uakti. A base da música foi feita com as caixas de Congado tocadas pelo Tambor Mineiro e o arranjo de Paulo Santos complementa harmoniosamente a melodia de marimbas, flauta e instrumentos confeccionados pelo grupo Uakti, luxuosa colaboração para esta faixa. Paulo Santos nas marimbas e tri-mí. Décio Ramos no tri-lá. Artur Andrés na flauta. E Tizumba e Tambor Mineiro nas caixas de Congado.

• Roda Moinho, de Naná Vasconcelo, do disco Trilhas, que é uma seleção de músicas feitas por Naná, ao longo de sua carreira, especialmente para trilhas sonoras de filmes, espetáculos de teatro e dança. Trata-se de poesias musicais de raíz bem brasileira. A música tem percussão de Naná Vasconcelos e flautas de César Michiles.

• Sangue de Bairro (versão instrumental), de Chico Science e Nação Zumbi, feita especialmente para a trilha sonora do filme Baile Perfumado. As imagens do filme onde surge a música são do Parque Nacional Serra da Capivara no Piauí, tanto o som como as imagens são muito intensos. A trilha sonora de Baile Perfumado é toda embalada por Chico Science, Fred Zero Quatro (do Mundo Livre S/A) e Lúcio Maia. Ela compõe uma síntese da tradição nordestina e modernidade no sertão árido e violento de Lampião. Esta música mostra bem a pegada da percussão das alfaias da Nação Zumbi e a fantástica guitarra do Jimmy Hendrix brasileiro, Lúcio Maia.

2º bloco
• Abre-Coco, do excelente violonista mineiro Weber Lopes, do disco Mapa, que se não me engano é o mais recente disco dele. Tive a oportunidade de viajar com ele para Turim em 2008, onde músicos mineiros se apresentaram naquela cidade e realmente pude sentir o quão completo é este músico. Na ocasião ele improvisava com o percussionista Gilson Silveira, mostrando ser dono de uma técnica maravilhosa. Nesta música, Weber no violão, o grande Toninho Ferragutti no acordeom, Zeca Assumpção no contrabaixo acústico, André Limão Queiroz na bateria e Guello no pandeiro e percussão.
• Duerme Negrito, do argentino Atahualpa Yupanqui, muito conhecida na voz da Negra Mercedes Sosa. Esta versão foi interpretada pelo exímio violonista gaúcho Yamandú Costa e o clarinetista Paulo Moura. A música faz parte do excelente disco gravado por Yamandú e Paulo Moura em 2004, chamado El Negro del Blanco, onde um violão ímpar e uma clarineta muito esperta costuram ótimas músicas do cancioneiro popular latino-americano. Esta é apenas uma das excelentes músicas deste disco.
• Berimbau, de Baden Powell e Vinicius de Morais. Um clássico dos afro-sambas de Vinicius e Baden, nesta versão só com um maravilhoso violão de Baden Powell. Esta música se parece com cachaça envelhecida, quando mais passa o tempo, parece que ela fica melhor.

3º bloco
• Cristo Nasceu na Bahia, dos mestres Sebastião Cirino e Duque Bicalho, interpretada por um grupo apaixonado por chorinho chamado Choro & Cia de Juiz de Fora. Esta música foi um grande sucesso do carnaval de 1926 e os autores são grandes músicos lá do início de 1900. Duque Bicalho chegou a lecionar com Villa-Lobos e Sebastião Cirino tocava com Donga e Pixinguinha. Um ótimo choro.

• Frevo Inca, do grupo Pifarinha de Uberlândia, que eu considero um verdadeiro achado. Esta música é do disco De Coco a Barroco que percorre a música tradicional brasileira, com leve toque medieval, misturando-se ao contemporâneo, mas firmada em algo que remete ao povo e aos elementos da natureza. Estes jovens músicos antenados de Uberlândia, fazem um som autêntico, misturando pífanos, sanfona, flauta e inúmeros elementos de percussão, como vamos sentir nessa música de composição de Christiano Rodrigues.

• Solaris/Só mais um Samba, de Rica Amabis e Los Sebosos Postizos, do disco Coleção Nacional, do coletivo de músicos Instituto. Na 1ª parte e na 2ª parte a composição é de Daniel Bozio. A faixa é um dub com percussão eletrônica, baixo e guitarra na 1ª parte que emenda na 2ª metade com um som mais lounge do ex-Mamelo Sound System e uma linda clarineta de Luca Raele.

4º bloco
• No Tranco, do percussionista carioca Siri, do seu 1º trabalho gravado entre 2001 e 2003. Nessa música ele usa um fusca para tirar o som não só de toda a lataria do carro, mas também do motor e até da ignição. Tudo isso junto e ainda somado a um arranjo de trombones, dá um groove muito autêntico e em show o número do fusca realmente é bem performático. A música é do próprio Ricardo Siri.

• Coisa nº 4, do Maestro Moacir Santos, interpretada por Mauricio Tizumba e pelo grupo Tambor Mineiro, com adaptação do saxofonista mineiro Ibraim Netto e um naipe de metais de músicos também de Minas: Ibraim Netto no sax, Wagner Mayer e Hélio Azevedo no trombone tenor, João Vianna no trompete e Raissa Anastásia na flauta transversa. Essa interpretação, que está no disco Rosário Embolado, é uma homenagem a Moacir Santos, compositor, arranjador, maestro e multi-instrumentista nascido no sertão de Pernambuco que era um virtuose em vários instrumentos. Moacir Santos é tido como um dos maiores mestres da renovação harmônica da música popular brasileira. Ele foi professor de músicos como Baden Powell, Paulo Moura, João Donato, Nara Leão, Roberto Menescal, Sérgio Mendes e outros importantes nomes da música brasileira. Ele realmente era uma fera! A adaptação de Ibraim foi feita com base nas caixas de Congado tocadas pelo Tambor Mineiro no ritmo moçambique serra-baixo e com congas tocadas por Tizumba. Nesta adaptação há um diálogo entre a música tradicional dos terreiros de Congado de Minas com uma composição harmônica e sofisticada de Moacir Santos.

• Dança dos Meninos, esta pérola de composição de Marco Antônio Guimarães e Milton Nascimento, numa versão instrumental interpretada pelo Uakti. Essa música está no disco Mapa do Uakti. A faixa é leve, alegre ao extremo, finíssima, dá perfeitamente pra imaginar os passarinhos voando e muito mais. Marco Antônio Guimarães trabalhou com Walter Smetak na UFBA, onde aprendeu muito sobre a construção dos instrumentos inusitados do Uakti, com esse alemão-baiano, um dos responsáveis pela fagulha inicial do movimento da Tropicália.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Aulas de Dança-Afro

Aulas de Dança Afro no Tambor Mineiro.


A partir do dia, 04/03/2010

Toda quinta, das 19:00 as 20:00 hs

Professor: Benjamin Abras

Matricula: 45,00
Mensalidade 90,00
Inscrições e informações: 031-3295-4149 ou 031-9858-3937

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010